O profano livre arbítrio,
Deu-nos o poder dos deuses,
De reinarmos soberanos,
Sobre nossas ações,
E também a sina dos mortais,
De não escapar de seus desfechos.
É incrível como esta profanidade
Contradiz sua própria essência:
Permitir-nos a liberdade,
E nos amarrar as correntes,
Tão pesadas das consequências.
E por que é profano?
Porque deu aos mortais um dom divino,
Mas não deu-lhes onisciência,
Para antever o caminho com sabedoria.
Sem erros viveriam os mortais,
Se pudessem prever como os deuses,
Todos os efeitos das causas,
De suas libertinas ações.
Seriam perfeitos em suas atitudes,
Sem temer o peso de castigos impostos,
Pelo uso insano da liberdade sem sabedoria.

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