O tempo é um rio que flui no infinito,
E o rio é um tempo em forma de água.
Os dias de hoje serão águas passadas
Que não voltarão a correr pelo leito,
Nem as águas do rio poderão retornar.
Para ela escrevo uma frase de amor,
Enquanto observo as águas correrem.
O caderno escorrega das mãos para o rio,
Que leva embora o que sinto por ela.
Quem me dera houvesse uma máquina
Que fizesse o curso do rio se alterar
E as águas voltarem aqui onde estou
E o caderno de volta pudesse pegar.

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