Um dia de segunda,
Pelas seis da manhã.
Angústia profunda,
A alma não está sã.
Há um tortuoso caminho.
Monstros me esperam no fim.
É melhor encontrar um cantinho,
Para que não me machuquem assim:
A murros e xingos, e zombaria.
Sou apenas um menino,
Não sei a quem posso recorrer,
Os olhos dos adultos são cegos:
Ainda que enxerguem,
Não conseguem me ver sofrer.

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