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Refém do Próprio Amor


 

 

O que é algo vistoso por fora
E intenso por dentro?
O sorriso do secreto amor.

O sorriso que do nada vem,
Como se loucos fôssemos,
Que surge das lembranças:
Do jeito encantador, 
Do cheiro suave, e da voz.
Do modo de pensar
Que expressa beleza nos princípios,
Das ações que revelam o amor –
Que jorra do coração
Como águas de cachoeira. 


Quem ama e não confessa
É refém do próprio amor.
A pesada cruz de todo dia
É encontrar-se enjaulado
Entre o medo da confissão 
E a sede de amar.

O desejo nos quer presentes;
A intensidade da presença
Nos faz ter medo.
É um turbilhão de emoções
Que embola a cabeça.

Como viverei o sufocante anonimato
E a explosão de emoções
Que a vivência de um amor
Me daria como recompensa? 


 

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