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O Monstro da Guerra


 

A cada Era, a cada Tempo
Nasce um monstro.
Ele é alimentado, fortificado,
Até desenvolver seus tentáculos,
E eclodir no caos e na destruição.

A vaidade, o orgulho e o egoísmo,
São as bases de sua nutrição;
O ódio é sua vitamina,
A divergência de fé,
Um de seus pratos favoritos.

Os rumores sobre sua emergência 
Levam cada nação, de todos os cantos,
A preparar-se contra ele.

A ameaça de seu nascimento 
Vem a se concretizar, tão real,
Como o sol que nasce depois da noite.

E o monstro se materializa 
Com seus braços colossais,
Impiedoso e sem sentimento,
Pronto para varrer nações.
Todas apontam seus canhões,
Preparam aviões, explosivos,
Prontificam seus militares, 
Para o enfrentarem,
A fim de detê-lo.

Nada o amedronta,
Tudo o enfurece mais e mais,
E com uma braçada, 
Ele arrebata milhares de homens,
Outros milhares de mulheres,
E mais outros milhares de crianças.

Ele não se importa com inocentes,
Não se compadece de ninguém,
Ergue sua cabeça num rugido colossal,
Enche seus pulmões e, num só sopro,
Destrói cidades inteiras e desola campos.
Faz correr para os montes animais,
Procurando abrigo, 
Ao ouvirem a terra tremer.

Depois de destruir a tudo 
E varrer parte da civilização,
Deixando órfãos, pais sem filhos,
Famílias sem lar, 
E profanar a paz dos inocentes,
Ele adormece, e ilude o mundo,
Com uma Era de paz efêmera.

O próprio homem o faz de estimação,
Alimentando-o até que cresça.
E a cada tempo, ele renasce mais forte,
Graças ao conhecimento humano,
Que tem se empenhado nele com rigor.

Como toda criatura às vezes se revolta,
E enfrenta a seu criador,
Um dia este monstro, a Guerra,
Que tanto o homem alimentou,
E o fez ficar mais forte, 
O aniquilará!
E talvez não haja mais Adão e Eva,
Nem ao menos Noé para repovoar a Terra.



 

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