Do meu coração faça tua morada,
Não um esconderijo
De uma alma frustrada.
Não tolero ser alguém
Que sirva como esparadrapo,
Para estancar o sangue
De um coração em trapos,
Que em trapos faz o meu também.
Se queres me amar, pois bem!
Se queres me usar, se aparte!
Já sofri como refém do falso amor,
Que quase fez com que eu infarte.

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